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domingo, 16 de janeiro de 2011

Balancei

Quem nasceu numa balança,
Pode até desequilibrar.
Mas não se cansa, 
Não deixa de continuar.
Segura a onda, desagua o mar.
Na tábua, o pé. 
Em Deus, a fé.
Sustenta os pratos, 
Alimenta a alma.
Os dois lados, sem largar.
Sem perder a direção,
Nem a esperança no coração.
Segue em frente, terra à vista.
Chega mais, chega lá.
Nunca te esconderam,
Que seria assim. 
Que assim é.
Que assim seja!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Revela-se

Será você ainda capaz de perceber,
A linha tênue e fugaz que existe,
O faz de conta que persiste,
Entre aquilo que é e que finge ser?

O estandarte até onde irá suster?
A vida é refugo pra quem insiste,
Exibir um roteiro que nunca cumpriste,
E carrega apenas para se envaidecer;

E se há alguma verdade a proclamar,
Grito: as máscaras nem sempre caem,
Às vezes é preciso arrancar;

Se você, gauche, tanto tempo delongar,
Da cara lavada e relavada nunca mais saem,
E seu papelzinho fuleiro vai então enraizar!



Som da Vez: Encontro - Maria Gadú

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

E o palhaço quem é?

A falta de educação das pessoas pode ser impressionante e de constatação fácil. Experimente sair pelas ruas a pé e contar quantos motoristas te darão passagem ainda que você esteja na faixa de pedestres. Tente negociar com o grandalhão que mal chegou na fila e encontrou um conhecido lá na boca do caixa. Considere a hipótese de dar bom dia ao seu vizinho. Basta sair de casa que você verá um milhão desses exemplos clássicos, ou com um pouquinho mais de infortúnio, você nem precisará sair de casa, nem precisará desviar do espelho.
E sabe o que é mais gozado? Tem gente que sente orgulho disso, se não fosse assim a comunidade do Orkut "MiNHa edUcaSsãO dePeNDe dA ÇuA" não teria tantos membros. Não, gente, ser espertinho, ser bonzão, ser mal educado e dizer "não tô nem aí, ninguém paga minhas contas mesmo" não é engraçado. Não é legal tirar vantagem de tudo o tempo todo. E quando eu digo que não é legal, é porque não é mesmo, não estou dizendo legal no sentido de divertido, mas no sentido de legalidade. Esses proveitos geralmente vão contra alguma regra, alguma norma, alguma lei, são Ilegais.
Hoje, atrasada como sempre, estava ansiosa a espera do meu querido 9410, vinte minutos mais tarde ele vem, eu olho pro relógio e penso: "não vou atrasar para o trabalho de MDH", e ele veio, veio, veio, e adivinhem? Foi! Não, ele não parou! E não venha me dizer que o motorista não me viu escondida atrás do poste pra tentar driblar o sol no rosto, porque junto de mim tinham mais duas apontando os indicadores para a via expressa e abanando os braços. A não ser que ele tivesse uma bomba armada para explodir quando o velocímetro estivesse abaixo dos 50Km/h, ele não parou porque ele não quis, é simples! Mas tá, isso já aconteceu outras vezes, assim como hoje não foi a primeira vez que a atendente do trailer fez de conta que não tinha ninguém lá esperando para ser atendido, e não foi também a primeira nem a última que fiquei quarenta minutos no celular tentando cancelar um serviço que eu nunca solicitei. Mas tem dia que simplesmente não dá. Tem dias que eu me sinto nesse mundo como num circo, mas não, não tenho a menor vontade de rir.
Respeito: passe a diante!

Não estou me tornando uma pessoa amarga, mas me permito a expressão do que me dói.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pela fé

Pai nosso do fim de período

Milagroso seja neste semestre

Vem a nós as nossas férias

Seja feita a nossa vontade

Assim na night, como nos dias de sol

O ponto nosso de cada dia nos dai hoje

Perdoai as médias perdidas

Assim como os trabalhos não feitos

Não nos deixei cair na reavaliação

Mas livrai-nos do pau

Amém!



P.S.: esse não foi um post endereçado ao Professor Luis, como havia prometido. Mas se ele quiser interceder por nós, não me oponho.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Intro

Sempre tem algo escondido na gente.
Seja uma qualidade, um defeito, um segredo, ou uns quilinhos a mais.
Mas que tem, tem.
O f(ch)ato é que ultimamente só tenho me deparado com velhas novidades.
Daí a necessidade de reinventá-las.
Será?

domingo, 17 de outubro de 2010

Mudar foi preciso

Estive pensando na lacuna que há entre meu último blog e esse. Quando Minutismo nasceu, eu sabia que não podia adotar o mesmo nome de sempre. Percebi que “Invisível aos Ouvidos” não servia mais, a frase que durante muito tempo eu sentia ser a melhor das minhas auto-descrições simplesmente não encaixaria agora. Os blogs de antes tinham em seguida do impacto que o título causava (pelo menos a mim) a seguinte descrição: expresse-se. se necessário, use a voz. E será que dá para calcular a distância que existe entre essa frase e a ‘mania de minuciar’? Podia ser a maior contrariedade de todas, e seria, se entre a última postagem de Invisível aos Ouvidos e a criação de Minutismo, eu não tivesse mudado tanto.

Obrigada, meu companheiro, mas o tempo passou e você já não me cabe mais: http://pitacoserascunhos.wordpress.com/

domingo, 10 de outubro de 2010

O mal do meu bem

Desculpe-me, meu bem
Se eu já não sei
Se eu já não posso
Nem sequer, cumprir promessas

Desculpe-me, meu bem
Se lhe faltei com a palavra
E as atitudes de antes
Em muito se diferem dessas

Desculpe-me, meu bem
Se o nosso enlace enfraqueceu
Se a saudade sufocou
Se o meu lado já não é seu
E se, de longe, a distância ludibriou

Desculpe-me, meu bem
Se puder, se lembrar
Que não era esse o nosso plano
Que nada dito era engano
Nós só não soubemos sustentar

Desculpe-me, meu bem
Se as promessas foram feitas
De um alguém para outro quem
Que nós já não sabemos ser

Desculpe-me, meu bem
Se a maior verdade não vigorou
Se o maior sonho desgastou
E se de pobre a pobre rima até rimou