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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quando muda o pronome

Eu te amo porque você gosta das mesmas músicas que eu, eu te amo porque você gosta das mesmas comidas que eu, eu te amo porque você defende as mesmas causas que eu. Eu te amo porque você pensa, come, sente, age, veste, anda... como eu.

Eu te amo porque eu vejo em você o que eu vejo, ou finjo ver, em mim. Eu te amo porque você é assim, assim como eu. Porque você não me provoca mudanças, não me desperta dúvidas, não me destabiliza, não me confunde, não me acrescenta. E eu não preciso de alguém que me acrescente, porque eu estou satisfeita comigo, porque, na verdade, eu me amo.

É tão cômodo, tão fácil, amar alguém que se encaixa ao que somos e vai de encontro ao que almejamos. 

Não! Não! Não...  

Eu não te amo pelo que você é pra mim. Eu te amo pelo que você é, e ponto final. Por você. Não por mim. 

Eu te amo pelo que você soma, acrescenta, contribui. Eu te amo porque você me faz querer mudar para ser uma pessoa melhor.

Eu te amo porque você é outro, completo, inteiro. Eu te disse, não acredito em metades da laranja, Deus é muito perfeito para criar metades... Para amar, há de amar por inteiro. Para ser amor, há de ser por completo.

Eu te amo porque você é real e não reflexo, porque eu te admiro e te enxergo além de mim.

--

ps: eu não sou assim tããão cabeça-dura, né? ;)


Som da Vez: Eduardo e Mônica - Legião Urbana

domingo, 21 de novembro de 2010

'Ah, se eu fosse marinheiro!'




.......................................... .........................................eu
........................................... ........................................queria
........................................................... ........................construir

....................................................................................um presente
....................................................................................
pra você
eu
eu
eu
eu
eu
eu
eu
faria com todo cuidado. e quando você já
estivesse a bordo, navegaria nas águas
salgadas do mar de lágrimas
derramadas quando
saudosa estou
da gente

assim o vento te traria aqui
pra perto de mim
e quando você chegasse acabariam as lágrimas
não restando mar para uma viagem de volta

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pra você me perdoar

Há pessoas que são corpo, há as que são pura alma e as que são só espírito.

Porém há aquelas que são corpo, alma, espírito, tudo junto e elevado à décima potência. Essas são força da natureza, estrondo, frequência em mega hertz, velocidade máxima. São intensas.

E é diante de toda essa intensidade que me bifurco. As pessoas intensas me deixam dois caminhos: ou não me detêm por segundo algum ou me tomam por completo.

É difícil e raro acontecer, geralmente, a intensidade me é cansativa, me desanima, mas há quem consiga me fazer não desviar. Por não serem muitas, são ainda mais incomparáveis.

E tentando entender a razão da divergência, busco conclusões... Para aquelas as quais não volto a atenção, concluí com certa facilidade: talvez, por eu ainda ser movida à pilha e não à bateria, não dê muita conta desse tipo de gente - que é gente, que é fogo. Mas sobre aquelas que são tão fogo a ponto de queimar meus paradigmas e fazer que eu dedique-me a elas com a absoluta precisão que exigem, não consigo explicar o porquê.

Talvez, sei lá, haja algum deus pai da psicologia que um dia me dê resposta sobre essa minha subordinada condição - de amante de um amor incompreensível. Ou talvez não, talvez nunca entenda, só tenha que aceitar.

Aceitar (e é com orgulho que aceito) e fazer todas as vontades desses 'seres superiores'. Mesmo que tenham como vontade um simples post no blog no qual eu declare o quanto são (e é, particularmente) especiais pra mim: muito! Ainda que muitas vezes nem dêem conta disso.

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles."

Vinícius de Moraes

Como se não bastasse dedicar um trecho de Vinícuis, deixo pra você uma canção da minha admirada Marisa. Com o destaque que ofertar a alguém minhas músicas prediletas é uma das minhas maiores demonstrações de carinho, assim, espero que goste: Gerânio - Marisa Monte

Resumindo: amo você com toda a intensidade que isso implica! De você, nem se eu quisesse eu fugiria... Até meus segredos você 'arranca'! E sabe me fazer sentir bem. Sua companhia, uma deliciosa surpresa da vida.

domingo, 17 de outubro de 2010

Mudar foi preciso

Estive pensando na lacuna que há entre meu último blog e esse. Quando Minutismo nasceu, eu sabia que não podia adotar o mesmo nome de sempre. Percebi que “Invisível aos Ouvidos” não servia mais, a frase que durante muito tempo eu sentia ser a melhor das minhas auto-descrições simplesmente não encaixaria agora. Os blogs de antes tinham em seguida do impacto que o título causava (pelo menos a mim) a seguinte descrição: expresse-se. se necessário, use a voz. E será que dá para calcular a distância que existe entre essa frase e a ‘mania de minuciar’? Podia ser a maior contrariedade de todas, e seria, se entre a última postagem de Invisível aos Ouvidos e a criação de Minutismo, eu não tivesse mudado tanto.

Obrigada, meu companheiro, mas o tempo passou e você já não me cabe mais: http://pitacoserascunhos.wordpress.com/

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

13 de Outubro: Dia do Fisioterapeuta

Para todos aqueles que buscam, através da ciência, manter a vida em movimento: parabéns!

Eu poderia deter-me a falar aqui do surgimento, da regulamentação, do conselho, da lei, da norma. Mas, sem ignorar a enorme importância da história e da prática legal da profissão, prefiro deter-me a falar do que faz de mim alguém a festejar a data.
Ser fisioterapeuta nunca havia sido um sonho, um plano, um projeto de vida. A fisioterapia apareceu como uma daquelas surpresas do acaso. Mais do que uma surpresa, um presente. Não recebido com bons olhos, a princípio, mas com uma mente aberta à novidade. É como se tivesse dado uma chance ao acaso... Quanta ignorância! Hoje sei que foi o acaso quem me presenteou. Bastou a mente aberta para entender a grandeza de toda essa enxurrada de conhecimento que tenho recebido diariamente nos últimos dois anos, foi mais do que suficiente um coração sedento para se apaixonar.
O Ser Fisioterapeuta é promovedor de qualidade de vida. É focado na saúde, não na doença. O Fisioterapeuta é movimento, função, amplitude, terapia, reabilitação, sinergismos e antagonismos, anatomia, avaliação, reavaliação, forame, origem, inserção, tubérculos e tuberosidades, desordem, disfunção, harmonia, controle, manipulação, estímulo, reflexo, recuperação, contração, concêntrica, excêntrica, fibras, cadência, mobilização, comportas, analgesia, crio, termo, ritmo, marcha, alongamento, fortalecimento, flexibilidade, dominância, biomecânica, sinapse, mais de 600 músculos, mais de 200 ossos, e mais, mais, muito mais. O Ser Fisioterapeuta é sensível, aberto, atento, observador, zeloso. É um toque preciso, ou muitas vezes um ouvido. É um ser que vê, sim, com os olhos, mas que enxerga com as mãos.
Ser fisioterapeuta é conhecer a fundo sua anatomia, e assim, não poder ser outra coisa além de Ser Humano – nas duas conotações. Quem conhece tanto de corpo, sabe que somos todos iguais. E por isso, o fisioterapeuta não é um ser divino, ao contrário, ele é humano, muito humano. E é isso que o move.

Sei que o caminho ainda nem começou, que a prática em muito se difere da teoria, que o principal, o contato com a diversidade de pacientes, ainda não chegou, mas eu aguardo ansiosamente. E enquanto essa hora não chega, vou dividindo a tensão antes das cabulosas provas e dos desesperadores interdisciplinares, com aquelas sem as quais a minha formação não seria a mesma: Gabi, Jequinha, Lah e Luh. Parabéns pra nós, amorzinhos!!!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mais um.

Parece que a graduação, o estágio, o grupo de controle motor, a submissão do projeto, a comissão e as aulas de inglês estão ocupando-me pouco, muito pouco.
Ainda sinto imensa necessidade dessa escrita fajuta.